Vacinação em dia, mesmo na pandemia

Sociedade Brasileira de Imunizações, Sociedade Brasileira de Pediatria e Unicef lançam cartilha com orientações para vacinação segura



Com o objetivo de incentivar mães, pais e profissionais da Saúde a manterem as carteiras de vacinação, especialmente das crianças, em dia, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançaram a cartilha digital "Pandemia da COVID-19: o que muda na rotina das imunizações".


O documento contém orientações sobre estratégias que possibilitam que as ações de vacinação continuem acontecendo durante a pandemia de maneira segura. Ele faz parte da campanha “Vacinação em dia, mesmo na pandemia”, que tem como objetivo conscientizar especialistas e o público em geral sobre a importância de não deixar de se vacinar no período.


O pediatra e infectologista Renato Kfouri, vice-presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo e membro da Comissão Técnica para Revisão dos Calendários Vacinais da SBIm, destaca que a Covid-19 é um grave problema de saúde pública, contudo, há outras infecções que também colocam em risco a população e exigem atenção.


Ele acrescenta que não cumprir o calendário de vacinação provoca falhas na imunização das pessoas e as deixa suscetíveis a doenças como sarampo, coqueluche, febre amarela e poliomielite.

"Esse é o grande desafio que o mundo vem enfrentando, várias entidades e autoridades de saúde já alertaram para o risco de descontinuidade da vacinação por medo de sair de casa e contrair o vírus", afirma.


De acordo com ele, nos Estados Unidos a cobertura vacinal caiu 50% em crianças menores de dois anos desde o início da pandemia. "Aqui nós não temos esses dados consolidados, mas houve uma queda importante. Essa é a percepção de todos os profissionais de saúde", observa.

"Assim, a gente corre o risco de ter várias outras epidemias durante o período pós-pandemia, porque se cria um boom de pessoas suscetíveis a infecções", avalia.

Fonte Portal R7


0 visualização