Revisões de diferentes estudos científicos mostram a eficácia da máscara


Cientistas queriam encontrar uma posição mais definitiva sobre o real efeito protetor das máscaras na propagação de vírus respiratórios, já que existem recomendações conflitantes em relação a este tema.

Para isso, um grupo de pesquisadores realizou análises sistemáticas e metanálises, um tipo mais abrangente de pesquisa que reúne, organiza e revisa um grande volume de informações obtidas em diferentes estudos sobre um mesmo tema a fim de consolidar resultados e produzir diretrizes. É importante destacar que as análises sistemáticas e metanálises têm mais força de evidências do que um estudo isolado.

Este trabalho, publicado pela National Library of Medicine (EUA) – a maior biblioteca médica do mundo –, considerou 21 estudos sobre SARS, covid e influenza, obtidos em relevantes bancos de dados como PubMed, Web of Science, ScienceDirect, Cochrane Library, Chinese National Knowledge Infrastructure (CNKI) e VIP (chinês).

Conclusões

- As metanálises sugerem que o uso da máscara proporcionou um efeito protetor significativo na prevenção da transmissão de infecções virais respiratórias. O uso de máscaras pode reduzir o risco de infecção por vírus respiratório em 80%.

- O efeito protetor do uso de máscaras na Ásia pareceu ser superior ao dos países ocidentais.

- A barreira física fornecida por uma máscara pode efetivamente impedir que o trato respiratório entre em contato com o vírus externo, reduzindo o risco de infecções por vírus respiratórios.

- A comparação da incidência da Covid-19 em Hong Kong com Espanha, Itália, Alemanha, França, EUA, Reino Unido, Cingapura e Coreia do Sul mostrou que o uso de máscara em toda a comunidade pode ajudar no controle dessa doença devido à emissão reduzida de saliva infectada e de gotículas respiratórias de pacientes levemente sintomáticos.

- O risco de infecção por influenza, SARS e Covid-19 foi reduzido, respectivamente, em 45%, 74% e 96% com o uso de máscaras. Tais dados são consistentes com metanálises anteriores durante os surtos de SARS.

Fonte: National Library of Medicine

Foto: TShum

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