Cuidados para as crianças em relação à COVID-19



A Sociedade Brasileira de Pediatria publicou orientações sobre a relação das crianças com a Covid-19. A seguir, alguns destaques:

Um estudo publicado no início de março de 2020, sugere que as crianças são tão propensas a se infectarem quanto os adultos, mas apresentam menos sintomas ou risco de desenvolver doença grave. Como a maioria das crianças infectadas não apresenta sintomas ou os sintomas são menos graves, os testes diagnósticos não são realizados em muitos casos, fazendo com que o número real de crianças infectadas seja subestimado.

Sintomas da infecção na criança

Os sintomas são os comuns de uma síndrome gripal, como febre, tosse, congestão nasal, coriza, dor de garganta, mas também podem ocorrer aumento da frequência respiratória, sibilos (chiado) e pneumonia. Os sintomas gastrointestinais como vômitos e diarreia podem ocorrer, sendo mais comuns em crianças do que em adultos.

Prevenção da infecção por SARS-CoV-2 na criança

- Higienizar as mãos com frequência;

- Evitar contato físico com outras pessoas;

- Limpar e desinfetar diariamente as superfícies de toque frequente nas áreas comuns da casa

- Lavar objetos e brinquedos, incluindo os de pelúcia laváveis;

- Evitar se aproximar de pessoas com sintomas respiratórios;

- Permanecer em casa o máximo possível;

- Manter os ambientes bem ventilados com janelas abertas;

- Ensinar as crianças a tossirem e espirrarem em um lenço de papel (o qual deve ser jogado fora após cada uso e as mãos lavadas de maneira adequada);

- Caso na hora da tosse ou espirro não tiver disponível um lenço de papel, tossir e espirrar no braço ou cotovelo, não nas mãos;

- Orientar as crianças a evitarem tocar o rosto;

- Evitar viagens.

Conversando com crianças sobre o SARS-CoV-2

- Orientar a não acreditar em tudo que ouvem ou recebem pelas redes sociais. Filtrar as informações e conversar com as crianças de uma maneira que elas possam entender;

- Tranquilizá-las;

- Lembrar que os pesquisadores e médicos estão aprendendo o máximo que podem e o mais rápido possível sobre o vírus e estão tomando medidas para manter todos em segurança;

- É um ótimo momento para lembrar às crianças o que elas podem fazer para ajudar, adotando as medidas de prevenção citadas anteriormente;

- Prestar atenção nos sinais de ansiedade. As crianças podem não ter palavras para expressar sua preocupação, mas você pode ver sinais disso;

- Manter a segurança e tentar manter suas rotinas normais;

- Monitorar a mídia, mantendo as crianças afastadas de imagens assustadoras que possam ver na TV, mídia social, computadores etc;

- Conversar sobre o que estão ouvindo no noticiário e corrigir qualquer informação incorreta ou boato;

- Ser um bom exemplo para as crianças.


Confira aqui a íntegra do documento da Sociedade Brasileira de Pediatria.


Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

Foto: Studioroman

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